Boas práticas de liderança no mercado contábil

 

Boas práticas de liderança no mercado contábil

Quando o assunto é liderança, existem as pessoas que são referências no tema, como Abílio Diniz (ex-sócio da rede de supermercados Pão de Açúcar), Luiza Helena Trajano (fundadora do Magazine Luiza), Jorge Paulo Lemann (um dos controladores da AB InBev), entre tantos outros. Mas deixando os figurões de lado e puxando pela memória, você deve se recordar de como aquele seu colega de classe conseguia incendiar o time de handebol (ou de qualquer outro esporte) em busca da vitória nos campeonatos interescolares, não é mesmo?

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O líder genuíno é esse, que tendo um alto senso de propósito é capaz de envolver a equipe e conduzir as pessoas para alcançar os resultados planejados, dando o melhor de si.

No mercado de trabalho atual, pressionado pela concorrência acirrada e pela necessidade de diferenciar o seu escritório dos demais, ser um bom líder não basta. É preciso ser um líder inovador, captando as tendências de mercado e adequando-as ao seu ofício. Essa postura arrojada tem tudo para levar seu time a um alto nível de comprometimento com o negócio em busca das metas mais desafiantes.

Pensando nisso, o que é ser líder inovador para você? Confira uma lista de quatro perguntas que vão provocar o pensamento sobre como ser um bom líder no mercado de contabilidade em 2016:

1. Qual é a missão do escritório de contabilidade?

Como dito acima, o líder tem o senso de propósito muito apurado. Ele sabe o que deseja de seu trabalho e consegue enfrentar os desafios com energia, porque mantém o foco no objetivo final. Steve Jobs, Walt Disney e Henry Ford são exemplos de líderes com um grande senso de propósito, que canalizaram a energia para concretizar seus sonhos e motivaram seus funcionários a ajudá-los. Se não existisse um objetivo forte, não haveria como desencadear a ação nos outros.

2. Porque você decidiu abrir um escritório de contabilidade e não seguiu outro caminho, como trabalhar no departamento contábil de uma empresa?

O motivo da existência de um negócio deve ser algo em que o empreendedor (neste caso, você) acredita profundamente. Vale repensar nos motivos que levaram a ingressar nesse mercado ou nos desafios mais relevantes da sua experiência profissional, como ampliar a longevidade das pequenas empresas, ser o principal consultor de negócios dos empreendedores da sua região ou ser o escritório referência para profissionais liberais, por exemplo.

Com essa definição será possível estabelecer prioridades com mais clareza, direcionar esforços, gerir melhor os custos e tomar decisões mais assertivas, mesmo em períodos de turbulência econômica. A cada novo desafio, seja guiado pelo seguinte pensamento: essa decisão me deixa mais perto do meu objetivo ou me desvia dele?

3. Por que seus funcionários trabalham na sua empresa?

Você estruturou um processo de seleção para captar os profissionais mais adequados à dinâmica da sua empresa. Considerou aspectos comportamentais e técnicos, mas já parou (mesmo) para pensar por que essa pessoa escolheu se levantar todos os dias e ir trabalhar justamente na sua empresa?

Em artigo para a revista Exame, Maria Cristina Ortiz de Camargo, especialista em comportamento e professora na Business School São Paulo, conta que há pesquisas demonstrando que os funcionários trabalham para seus líderes e não para as empresas. Ela afirma ainda que, independentemente do perfil de um indivíduo, seus fatores motivacionais estão em seus valores. Portanto, o líder precisa investir tempo para descobrir quais são esses valores e conhecer bem as pessoas que abraçam e lutam por causas semelhantes na empresa.

A especialista garante que, para criar uma aproximação com seu time, existem duas frentes básicas:

  • Formal, como no processo de avaliação de desempenho. A cada três meses (no máximo), reserve um espaço na agenda para ouvir as demandas de cada profissional para que todos se sintam parte importante do negócio. 
  • Informal, criando oportunidades para interagir mais livremente com seus colaboradores, como chamar para um almoço ou um café. Nessa hora, abra espaço para que eles falem sobre suas pretensões pessoais e profissionais. Sem o peso de uma reunião, você cria empatia e promove a aproximação.

Atualmente, como você investe e desenvolve seus colaboradores? Lembre-se que, em longo prazo, o objetivo do líder é construir pessoas capazes de serem seus sucessores.

4. Como você se comunica com a equipe?

Muitos invejam quem tem o dom da palavra, mas você não precisa ser discípulo do Silvio Santos para envolver seu time no seu ideal e saber como ser líder. Fazer perguntas frequentemente e ouvir as respostas com a devida abertura e atenção é fundamental. Não se trata de procurar problemas, e sim entendê-los para que (dentro do seu propósito) você seja capaz de identificar e direcionar as necessidades particulares de cada um.

A empatia, capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir a situação como ele sente, é uma ferramenta poderosa para permear essa comunicação. Ela é capaz de conectar as pessoas em um nível mais profundo e pode ser a grande chave para você construir um vínculo verdadeiro com seu time.  

Imagine que Eduardo é um excelente funcionário, super organizado e com muito conhecimento técnico na área fiscal, mas ele tem um defeito: é “pavio curto”. Não tem paciência para explicar ao cliente (pela décima vez) como ele deve parametrizar os produtos para emitir a nota corretamente. Essa pode ser uma situação muito estressante para ele e pode acabar impactando negativamente a percepção que os clientes têm do seu escritório contábil. Ouvir o que o Eduardo tem a dizer e suas sugestões para aprimorar o processo vai ajudar a tomar ações que melhorem a produtividade e a satisfação dele.

O líder inovador se comunica de forma estruturada, e isso faz com que o funcionário se sinta amparado, criando uma relação de confiança entre líder e liderado. Juntos, vocês devem estabelecer as metas, acompanhar seu atingimento e fazer as adequações necessárias para que o propósito da empresa seja alcançado, ao mesmo tempo em que a realização do profissional também. Essa união de propósitos é um combustível fantástico para o escritório contábil.

5. Você consegue ver oportunidades nos problemas diários?

Em 2016, desafios não vão faltar para os profissionais da contabilidade. E o que é liderança sem um bom desafio, não é mesmo? Então, é hora da inovação ganhar espaço no escritório para ele não perder competitividade! Conhecer profundamente o mercado e seus clientes será a base para avaliar a operação da empresa e identificar tudo que pode ser melhorado.

Se durante suas conversas, por exemplo, você ouviu reclamações sobre tendinites e dores nos ombros ou já teve até profissionais afastados por esses motivos, seria ótimo reduzir ao máximo a digitação manual dos lançamentos contábeis para que o time tenha mais qualidade de vida e produtividade, certo? Aliás, o contador antenado já sabe que o mercado oferece uma solução de integração contábil totalmente gratuita. Certamente, os clientes do escritório vão se beneficiar do tempo que será liberado para seu atendimento e os funcionários ficarão bem mais satisfeitos na função.

A revista Pequenas Empresas Grandes Negócios sugere quatro dicas para identificar as oportunidades:

  • Faça perguntas: não espere que seu cliente venha lhe dizer o que ele quer. Estude o comportamento dele para fazer propostas. O dono do negócio, geralmente, tem pouco conhecimento de gestão de empresas. Que tal sugerir que ele adote um software para organizar a rotina? Assim, você terá mais condições de ajudá-lo e vai ser menos uma dor de cabeça para ele.
  • Procure o não-consumidor: hoje o MEI, por exemplo, ainda não é visto como um grande cliente do escritório de contabilidade. No entanto, com mais de 5 milhões de MEIs no mercado, atender este grupo pode ser um investimento em longo prazo. Já pensou que, com o seu apoio e orientação, o MEI pode crescer e se tornar uma MPE promissora?
  • Segmente o mercado: atender clientes por nicho de atuação pode ser uma estratégia interessante para o seu negócio ser reconhecido como especialista. O mercado digital (afiliados e produtores digitais), por exemplo, é um segmento que continua crescendo mesmo com a crise e ainda é carente de escritórios especializados para atendê-los.
  • Fique de olho nas restrições: tempo e dinheiro são as principais restrições dos clientes de um escritório contábil. O cliente não tem tempo para separar e enviar os documentos ou acha que contador é algo caro. Com a tecnologia certa é possível simplificar o envio e recebimento da documentação, além de liberar tempo para o contador mostrar seu real valor para a pequena empresa.

Sem dúvida, o líder inovador promove sua profissão além dos limites do escritório. Ele vai buscar inspiração em histórias de sucesso de outras empresas e de outros mercados e incentiva que seus funcionários façam o mesmo com o objetivo de "pensar fora da caixa" e buscar, nos desafios, soluções de alto impacto.

Você percebeu que este artigo foi repleto de perguntas? Porque líderes inovadores estão sempre se questionando sobre o que fazem, por que fazem e como fazem. Desconfiam permanentemente que podem ser melhores.

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A liderança inovadora conecta as pessoas com os propósitos da empresa e estabelece uma dinâmica que favorece a criação de um time altamente comprometido. Continue acompanhando o blog para saber como chegar nessa situação ideal. Até breve!

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