Consultoria de investimentos para clientes contábeis: passo a passo

 Consultoria de investimentos

A consultoria de investimentos é um excelente diferencial para a empresa contábil.

A ideia vai ao encontro da estratégia de caracterizar o contador como um parceiro estratégico do negócio, que ajuda o empreendedor a obter resultados melhores, e não apenas a cumprir suas obrigações fiscais.

Embora nem sempre utilizado, o investimento para empresas é uma boa maneira de rentabilizar o dinheiro em curto, médio e longo prazos.

A aplicação financeira serve não apenas para alavancar ganhos, mas também para manter o poder de compra do capital e proteger a empresa de intempéries e oscilações econômicas.

Ou seja, trata-se de uma ferramenta importante na estratégia de crescimento.

Por isso, a consultoria de investimentos exige alguns cuidados. Nessa hora, qualquer decisão errada pode custar caro.

Em compensação, o acerto pode garantir alguns pontos na relação com o cliente e uma plataforma de apoio financeiro para a empresa.

Neste post, vamos descobrir como a empresa contábil pode auxiliar seus clientes a aplicar o dinheiro de forma segura, prática e sustentável.

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Por que oferecer consultoria de investimentos

A consultoria de investimentos serve para orientar as empresas nos procedimentos necessários para as aplicações financeiras e para guiá-las nas melhores alternativas de rentabilização do dinheiro.

Muitos empreendedores concentram-se no dia a dia dos negócios e nem lembram que podem deixar o dinheiro rendendo.

É bom lembrar que, até para quem não dispõe de grandes sobras, é possível investir quantias pequenas e fazer aplicações de alta liquidez (isto é, a facilidade e velocidade com as quais um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perda relevante de valor).

Com esse tipo de consultoria, o contador pode demonstrar seu valor imediatamente, já que as aplicações se transformam em ganhos tangíveis para a empresa.

E essa percepção do valor do trabalho é importante em um momento de transição na contabilidade, na qual os profissionais da área assumem papel mais estratégico e menos operacional, com a adoção de sistemas automatizados para os controles fiscal e tributário de seus clientes.

Consultoria de investimentos: passo a passo

A seguir, vamos entender, passo a passo, como o contador pode auxiliar o empresário em seus primeiros investimentos:


1. Crie um planejamento estratégico

Por ter maior familiaridade com os números de um negócio, o contador pode traçar um panorama mais completo da realidade financeira da empresa.

Dessa forma, fica mais fácil para o empreendedor entender o quanto pode investir, que tipo de aplicação será mais interessante e quais são as suas maiores preocupações ao movimentar seu dinheiro.

2. Projete um colchão financeiro

Toda empresa precisa construir o seu colchão financeiro, ou seja, um volume de recursos que suportem as contas em tempos difíceis, em casos de emergência e outras situações extraordinárias.

Esse colchão financeiro deve se manter em aplicações de alta liquidez, que possam ser resgatadas fácil e rapidamente.

3. Explique as características dos investimentos

Muitos termos do universo dos investimentos assustam quem não possui conhecimento algum da área.

Por isso, um bom começo para essa consultoria é explicar as principais expressões e siglas que o empresário encontrará nessa jornada de investidor.

Vários detalhes técnicos e características das aplicações também podem ser traduzidas, para que as decisões sejam mais fáceis e assertivas.

4. Ajude na criação da conta

A criação de uma conta de pessoa jurídica em uma instituição financeira é mais complicada do que a de uma pessoa física. Para isso, são necessários:

  • Balanço Patrimonial
  • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
  • Declaração de faturamento dos últimos 12 meses
  • Última alteração contratual.

É possível que a instituição financeira também peça uma declaração do contador, dependendo do histórico da empresa e de seu relacionamento com o banco.

3 pontos de atenção para a consultoria de investimentos

Algumas explicações podem ser necessárias para facilitar a compreensão do investidor dos riscos e garantias envolvidos nos investimentos:

  • FGC: O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, mantida pelas instituições financeiras, que garante a devolução do dinheiro investido em diferentes tipos de aplicações em caso de quebra ou insolvência da instituição financeira na qual o montante foi aplicado (dentro de um limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro). Certificados de Depósito Bancário, Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio, por exemplo, contam com essa garantia.
  • Imposto de Renda: todos os investimentos para pessoas jurídicas são tributados. Quanto maior a duração da aplicação, menor a taxa do IR. A tabela começa em 22,5% para investimentos inferiores a 180 dias e chega a 15% para aplicações superiores a 720 dias.
  • IOF: o Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre investimentos de curto prazo e pode ser bastante elevado: começa em 96% para o resgate em um dia e fica zerado após 30 dias.

Investimentos para a consultoria

Um ponto importante para a consultoria de investimentos é que as empresas não contam com as mesmas regras do que as pessoas físicas para aplicações financeiras no Brasil.

O Tesouro Direto, por exemplo, é um investimento exclusivo de pessoas físicas.

Outro exemplo: a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) possuem isenção do imposto de Renda para as pessoas físicas, mas não para as pessoas jurídicas.

Veja abaixo as principais características de alguns investimentos que empresas podem fazer no Brasil:

CDB

Certificado de Depósito Bancário é uma espécie de empréstimo para o banco. Você compra um título e recebe, após um período pré-fixado, juros e a devolução do valor original.

Trata-se de uma das aplicações financeiras de renda fixa mais populares do Brasil. Tem cobrança do Imposto de Renda e durações variadas, com diferentes tipos de liquidez.

Normalmente, quanto mais longo e menos líquido o título, maior a taxa de juros.

Esse investimento pode ter juros prefixados (uma taxa fixa anual conhecida antes da aplicação), juros pós-fixados (percentual do CDI, uma taxa que segue de perto a Selic, taxa básica de juros definida pelo Banco Central) e juros híbridos (taxa prefixada acrescida de uma variável, normalmente a do IPCA, considerada a inflação oficial do país).

O investimento mínimo varia de banco para banco.

LCI/LCA

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio costumam ser muito atraentes para pessoas físicas, já que oferecem isenção do Imposto de Renda.

Para pessoas jurídicas, porém, há a tributação nos mesmos moldes do CDB.

O rendimento costuma seguir o modelo do CDB, de forma prefixada ou pós-fixada.

Esses títulos têm período de carência e tendem a poder ser resgatados apenas após três ou seis meses.

O investimento mínimo varia de banco para banco.

Fundos de investimento

Existem vários tipos de fundos de investimento, alguns de renda variável e outros de renda fixa.

Para escolher um deles, é importante ficar muito atento a todas as suas características.

Algumas das mais importantes são o prazo de carência, o investimento mínimo, o histórico de longo prazo e os tipos de aplicações escolhidas para o fundo.

Uma dica para o colchão financeiro são os fundos de investimento DI, que perseguem a variação do CDI e têm liquidez absoluta, ou seja, podem ser resgatados a qualquer momento.

Para rentabilização maior (e risco), você pode dar uma olhada também em fundos de ações e multimercados, que incluem papéis de renda variável.

É interessante também ficar atento a fundos cambiais, que ficam investidos em papéis atrelados a moedas.

Caso a empresa negocie muito em moeda estrangeira (dólar, por exemplo), é possível aplicar em fundos cambiais para se proteger no longo prazo de oscilações do real no mercado.

Ufa! São muitas informações, não?

Por isso, é importante fazer uma pesquisa detalhada de todas as características dos investimentos e realizar uma investigação completa da situação e do perfil de investimento do seu cliente para garantir que suas recomendações e orientações sejam úteis para a empresa.

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